Alguns dias atrás, visitamos o Nissan Inova Show, onde vimos de perto dois modelos destaques do evento: o elétrico Leaf e o popular March, que chega em outubro. Hoje, vou falar as minhas impressões ao conhecer de perto o Nissan Leaf.

Atrás chamam a atenção as lanternas translucidas que sobem do pára-choque até o aerofólio, que porta uma placa fotovoltaica, que converte a luz solar em energia elétrica para manter os equipamentos. A maçaneta do porta-malas leva uma câmera de ré que projeta sua imagem na grande tela no centro do painel.
Para recarregá-lo, basta literalmente colocá-co na tomada. Um aparelho de recarga é instalado em um local, por exemplo na garagem, onde o Leaf é conectado.
Com o carro na tomada e a bateria vazia, a recarga demora 21 horas em 110 V. Porém, o recomendado pela Nissan é a recarga em um ponto com 220 V, onde a recarga total demora 8 horas. O seu "bocal de abastecimento" fica bem na dianteira do carro, ocultado por uma tampa na parte central com o logo da Nissan.

O volante concentra comandos do sistema de som, telefone (via bluetooth) e velocidade de cruzeiro. A frente do volante o painel de instrumentos é dividido em dois andares: em cima, os números digitais registram a velocidade, as horas e mais alguns dados. Destaque para a árvore projetada neste painel. Ela é dividida em barrinhas horizontais: quanto mais você dirige no modo Eco (econômico) ela vai ganhando mais barrinhas, e quando completa, a árvore vai para o lado. Após isso, outra árvore aparece para ser montada, fazendo com que o motorista colecione essas árvores, consequentemente economizando bateria e se divertindo ao mesmo tempo.
*A imagem acima foi retirada da internet
O azul marca presença
No evento o carro chamou muita atenção, claro que pelo fato de ser 100% elétrico, mas também pelo seu visual. A carroceria "encorpada", a cor azul, os grandes faróis, as lanternas com ar futurista, tudo contribui para que o Leaf não passe despercebido. Esses grandes e "altos" faróis tem uma função aerodinâmica, fazendo com que o ar que vem pela frente suba melhorando a performance.
Leaf por dentro
E no painel, chama atenção a grande tela sensível ao toque (que integra comandos do som e navegador GPS) no console central, que é bem bonito na cor black piano. Este console comporta, além da tela, os comandos do ar condicionado, sistema de som, desembaçador, etc.

Na parte inferior, se encontram outros dados como carga da bateria, autonomia em km, e outros presentes em um carro comum. Olhando para um painel de instrumentos tão bonito e interativo como este, até nos esquecemos que estamos dentro do um veículo.
O acabamento interno do Leaf é digno de um carro de luxo. Digo isso pelos materiais de bom gosto utilizados na sua construção, combinados com encaixes precisos, sem alguma imperfeição notável. No painel, o console central preto contrasta com a cor creme do painel, o mesmo presente no acabamento dos bancos e portas. Esse interior todo em creme dá um ar de sofisticação ao modelo, mas não vai muito bem ao gosto do brasileiro.
A manopla de câmbio é bem interessante. No Leaf, a alavanca foi substituída por uma espécie de "mouse". Seu uso é bem simples. O Leaf é automático, então para impulsioná-lo para frente basta mover a manopla para esquerda, e depois para trás, colocando-a na posição D (Drive), que possui dois modos de condução, uma normal e outra Eco, para uma condução mais econômica. Para dar ré, basta mover a manopla para esquerda e depois para frente, deixando-a na posição "R". O botão "P" no meio da manopla aciona o freio de estacionamento.



Andando no 100% elétrico
"Ei, este carro não faz barulho". "O carro está ligado?" Estas são algumas frases ditas pelas pessoas que experimentavam conduzir ou simplesmente dar uma volta no Leaf, com certeza a primeira (e provavelmente última) oportunidade de contato dessas pessoas com um veículo 100% elétrico no Brasil.
Ao falar de carro elétrico, logo relacionamos esse tipo de propulsão com falta de potência e baixa autonomia. Mas não é isso que ocorre com o Leaf. No modo de condução normal, um bom torque nos leva para frente, com muito, muito silêncio e nada de vibrações.
O espaço para rodar com o Leaf era bem limitado, por isso não foi possível testá-lo em condições mais extremas, como em uma velocidade mais alta, ou uma frenagem mais forte. Mas deu para sentir que seu motor anda muito bem. O Leaf tem cerca de 28,6 kgmf de torque a partir 0 rpm, com potência de 107 cv. Segundo a Nissan, o elétrico chega a 144 km/h. Números muito bons para um carro com propulsão totalmente elétrica.
Infelizmente, o povo brasileiro está muito longe do dia que poderá ir a uma concessionária, comprar um carro elétrico e sair rodando por aí com a consciência limpa. Isso porque o Brasil já é dominado pelo biocombustível, que também ajuda o planeta, mas ainda assim emite poluentes.
Escrito por Lucas
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